Este é um espaço para publicar meus pensamentos, convicções, idéias de forma ética, sejam elas teólogicas ou de práticas eclesiológicas, buscando e defendendo a autenticidade bíblica. " O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons". Quero interagir com você e ter o privilégio de saber que você leu o que escrevo. Sinta-se em casa.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Simplesmente Impactante!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pense e ore!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Para a nossa reflexão!

Cristãos queimados vivos na África. O que eu tenho a ver com isso, se eu sequer os conheço?

 

Muita gente costuma falar de México, Iraque, Palestina, Afeganistão e – agora – Líbia, Síria e Egito para citar os locais mais violentos do mundo. Mas o Brasil já é um dos países onde se mata mais gente no planeta.


Só que muitos movimentos sociais têm praticamente valorizado a morte de um homossexual, como se um gay morto valesse mais do que 100 héteros. E quando isso acontece, a reação é nacional, não importa se a morte ocorreu no Sertão da Paraíba, nos Pampas do Sul, nas florestas de Roraima ou na esquina da rua ao lado. Todos eles se unem, contabilizam os assassinatos nas suas estatísticas e ficam em luto como se um parente próximo fosse morto.

Por outro lado, vez por outra, vemos crente morrer. Não aqui no Brasil (pelo menos ainda). É Costa do Marfim, Nigéria, Coreia do Norte, Sudão... Basta sair pesquisando no Google “cristãos mortos”, e o resultado será extenso. Eles não são simplesmente mortos: são triturados, moídos, massacrados, chamuscados, chutados... São mortes hostis, para não só matar, mas também dizer “matamos com gosto”.

E o que temos feito? É bem verdade que não temos como ir lá com um grupo de seguranças bem armados e enxotar essas hienas ferozes. Mas onde está nossa preocupação? Seria demais orar por essa gente sofrida, que não tem ajuda de mídia (principalmente essa imprensa brasileira desmoralizada), de organizações de direitos humanos (que se preocupam mais com os direitos das feministas, de homossexuais e outros movimentos do seu interesse) e dos governos locais (que, na sua maioria, são coniventes com essas práticas – quando não são os próprios agentes)?

Os israelitas clamaram pela ajuda de Deus quando estavam no Egito, e Ele enviou Moisés para resgatá-los. Deus está preocupado com seus filhos ainda hoje. Missionários são enviados constantemente (apesar de muitos ainda serem mortos). Mas, e nós, e nossa oração, nossa intercessão, nossa preocupação, por onde andam?

A foto acima choca. A ideia foi essa. Mas mais chocante é a negligência com as vítimas da foto. Eu não diria nem da ajuda do mundo, eles se felicitam com tudo isso. Falo do descaso dos próprios crentes, nas suas zonas de conforto, que mal se sensibilizam ou se preocupam com seus irmãos, com os quais morarão no céu em breve.

Enquanto nosso momento de levar fogo no corpo, perseguição mortal e hostilidade desumana ainda não chega, lembremo-nos daqueles que já sofrem com isso. De gente como esta do vídeo abaixo.

O alento para tudo isso é que esses irmãos morreram queimados, perseguidos e tiveram seus corpos incinerados, mas agora estão diante de Deus e nunca mais verão fogo consumindo-os. Já os seus detratores, esses sim sofrerão na eternidade no lago de fogo e enxofre, caso não se arrependam dos seus atos.

Então, como crentes, firmemos o compromisso de levar a Deus os gritos de súplica dos perseguidos. É o mínimo que podemos fazer. O mínimo, diante do bem-bom que vivemos. Não apenas uma simples emoção, lágrimas baratas e provisórias, sensibilidades momentâneas. Mas uma atitude bem diferente da dos que dizem “Eu não os conheço, não tenho nada a ver”.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Oração em Línguas Desafia a Ciência



    "Cristã chinesa orando em linguas"

Meu amigo, Bernardo Cho, acabou de voltar ao Brasil de férias, depois do seu primeiro ano letivo no Regent College (uma das instituições de ensino teológico mais influentes do mundo) e enquanto saboreávamos algumas pizzas no jantar ele me contou algo que reflete um pouco do ambiente onde ele está e que reflete, também, elementos pertencentes aos mistérios de Deus.

No Regent, ele tem dividido sua vida com figuras importantes de nossa história do pensamento cristão como James Houston, J.I. Packer, Gordon Fee e muitos outros, e o seu orientador de mestrado é o engenheiro aeronáutico, doutor em Antigo e Novo Testamento pela Universidade de Cambridge, Rikk Watts. #Falando Em Inveja Santa!!!

O que o Bê me contou foi que, em uma de suas aulas, o Dr. Watts relatou ter acabado de participar de um experimento na Universidade da British Columbia em Vancouver, onde cientistas buscavam fazer algumas análises das atividades cerebrais dos cristãos pentecostais no momento do falar em línguas. Na sala de pesquisa, o Dr. Watts havia sido "plugado" a inúmeros fios, sensores, e em seguida os cientistas deram a ele o sinal para orar em línguas quando pudesse. Assim que ele começou, logo os cientistas apresentaram alguns sinais de surpresa e espanto com "Uaus!" e "O que é isso?!"

Quando o Dr. Watts perguntou o que estava acontecendo, os cientistas disseram que, em média, um cérebro em intensa atividade de concentração e foco apresentava nos monitores 50% de sua utilização. Quando o Dr. Watts passou a falar em línguas, os monitores apresentaram 80% do uso cerebral, o que gerou assombro nos cientistas. Na sequência, ele foi submetido a um outro tipo de exame, "plugado" a outros aparelhos e foi convidado a orar em línguas. Passados alguns segundos, novamente foram ouvidos outros "Uaus!" e "O que é isso?!" E, mais uma vez, o Dr. Watts perguntou o que diziam os aparelhos.

Desta vez, os cientistas responderam que o cérebro humano, nas devidas circunstâncias, levava em média 10 minutos para se chegar no "estado alpha" ou no estado onde o cérebro fica suspenso em repouso. O cérebro do Dr. Watts, enquanto ele falava em línguas, tinha levado 20 segundos para se chegar neste estado de paz. Uau!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É claro que a partir deste experimento isolado não podemos nos precipitar dizendo que temos respostas conclusivas, mas que as palavras de I Coríntios 14:4a, que nos dizem que o que fala em línguas a si mesmo se edifica, de certa forma, foi notável!

Abraços fraternos e que o Senhor abençoe a todos!

Via Ministério Livres Para adorar

Imagem: Olhar Cristão.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A grande miséria espiritual e social do México.



O México é um grande país da América Latina. Possui uma população estimada em 111 milhões de habitantes. A capital, Cidade do México, possui uma das maiores populações urbanas do globo. Ele é o país de fala hispana mais populoso das Américas e do mundo. Faz fronteira com os Estados Unidos ao norte e ao sul com a Guatemala e Belize. É banhado pelos oceanos Atlântico e Pacífico.

O país oficialmente é católico-romano. Mas, a grande influência do sistema educacional tem feito com que diminua a religiosidade de muitos. Tem crescido o número de pessoas que não conhecem ao Evangelho. E no que tange ao Catolicismo em si, este está eivado de crenças populares (como já é típico em todos os lugares sob influência católica) que quase que totalmente descaracterizam o verdadeiro Cristianismo bíblico.


Por causa disso, causa repulsa, revolta, mas ao mesmo tempo o meu coração fica cheio de compaixão pelo povo mexicano por causa da crença que tem por uma entidade, uma "santa" chamada La Santa Muerte. É uma figura tenebrosa esquelética, envolta num manto geralmente de cor branca e que recebe uma devoção fortíssima, principalmente nos estratos mais humildes da população. A Igreja Católica oficialmente diz que não endossa tal devoção, mas muitos sacerdotes fazem vista grossa para essa aberração. Este culto é um sincretismo de crenças católicas e indígenas.

Na cultura mexicana pré-colombiana, os mortos eram cultuados. Conservou-se em nossos dias, as grandes celebrações mexicanas no Dia dos Mortos em 01 e 02 de novembro onde altares são erigidos e oferendas são feitas aos que se foram. É uma das festas mais populares, pois segundo dizem, os mortos vem visitar seus parentes. Muita comida, bolos, festa, música e doces de preferência dos mortos. Os prediletos das crianças são caveirinhas feitas de açúcar.

Estando firmemente entranhado nas classes baixas e menos favorecidas, a devoção a La Santissima Muerte encontra-se igualmente entre os traficantes e outros tipos de criminosos. Ela é sua padroeira Frequentemente encontram-se altares ao longo das estradas do nordeste do país e que foram erigidos pelos traficantes de drogas. Esses elementos lhes rogam proteção e oferecem em seus altares, tequila, cigarros, rosas, doces e maconha.

E aqui está o outro aspecto que se abate hoje sobre a nação e que está corroendo suas estruturas sociais e trazendo muita insegurança e sofrimento, principalmente entre os menos favorecidos. Trata-se do narcotráfico. Existem inúmeros cartéis em todo o México e tem sido um verdadeiro câncer, se alastrando e crescendo em influência e destruição.

Na extensa região de fronteira entre os EUA e México, os traficantes atuam de forma imperiosa e já assassinaram muitas pessoas, a maioria delas sem vínculos com essa atividade criminosa. São ameaçados de forma ostensiva e até mesmo os cristãos evangélicos que procuram fazer um trabalho social de recuperação de viciados em drogas, estão sendo sequestrados e mortos. Casos recentes foram o do filho de um pastor de uma igreja em Ciudad Juarez, fronteiriça com o estado americano do Texas, que foi assassinado, e o ataque brutal a seis pessoas num centro de reabilitação onde quatro acabaram mortas.

Esses cartéis procuram conquistar territórios e nisso se digladiam numa guerra sem fim com muitos mortos de cada lado. A população fica no meio desse conflito com extremo sofrimento. As autoridades combatem o narcotráfico com um efetivo grande e bem armado, mas os traficantes por sua vez usam da brutalidade e ataques surpresa sem escolher alvo, seu objetivo é impor respeito através da intimidação. A guerra é suja. Os traficantes mexicanos são extremamente cruéis, matam e mutilam seus rivais sem nenhum tipo de misericórdia.

O México é uma grande potência com muitos recursos econômicos. Tem um forte apelo ao turismo. É uma população jovem e uma das que mais crescem na América Latina. Mas o país está sendo corroído pela idolatria e pelo consumo e tráfico de drogas.

Todavia, eu creio que Deus está agindo soberanamente em meio a esse povo. Mesmo em meio às perseguições. O artigo 24 da Constituição mexicana garante a liberdade de culto. Mas no estado mexicano de Chiapas, por exemplo, os cristãos evangélicos sofrem muito com perseguições intensas e isso sob os olhares complacentes das autoridades constituídas.

Oremos por este povo tão sofrido. Convivem miséria e prosperidade nessa nação. Os pobres com seus flagelos como já informamos e os ricos com sua indiferença para com o Evangelho e materialismo crescentes. Deus tem propósitos em meio a tudo isso e Ele que usar seus servos, tanto mexicanos como de outras nações para que preguem o Evangelho e muitas almas sejam convertidas da idolatria, libertas da escravidão das drogas, despertas da indiferença pela luz gloriosa do Evangelho de Jesus Cristo.

Que a igreja evangélica mexicana seja mais fortalecida no Senhor. O diabo está utilizando fortemente as armas da brutalidade física e do engano religioso para destruir essa nação, mas o Senhor não permitirá a continuidade desse estado de coisas, cremos fielmente nisso. Levantemos um clamor pelo México e que mais obreiros, verdadeiros homens e mulheres de Deus, sejam levantados nessa hora para postarem-se frente aos ataques de Satanás.

Bem a propósito vem as palavras do profeta Jeremias: "Ó Senhor, tu és justo quando apresento minha causa perante ti. Contudo, desejo falar contigo sobre a tua justiça. Por que o caminho dos ímpios prospera? Por que vivem em paz todos os que procedem de modo traiçoeiro? Tu os plantaste, e eles criaram raízes; crescem e dão frutos; tu estás sempre próximo de seus lábios, mas longe do coração deles. Tu, porém, me conheces, ó Senhor, tu me vês e provas minha fidelidade para contigo. Arranca-os como ovelhas para o matadouro e separa-os para o dia da matança" (Jr 12.1-3 - Almeida Séc. 21).

Essa deve ser a confiança de todo crente mexicano. Deus está cuidando deles. Apesar da prosperidade dos ímpios, isso terá fim. O dia da matança, o dia de Deus, chegará. Para alguns, haverá salvação porque o Evangelho lhes arrebatará da perdição. Todavia, infelizmente, para outros, chegará a morte e a consequente e irremediável perdição eterna. Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7).

Vamos continuar a orar pelo México? Vamos cooperar na obra de Deus? E se além de orar, você se sentir chamado pelo Senhor para ir até aquela nação?

 Pense nisso.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Baal e os evangélicos



Muitos cristãos hoje em dia possuem uma mentalidade toma lá, dá cá em seu relacionamento com Deus.

Os cananeus, isto é, os moradores dos países vizinhos de Israel, tinham vários deuses. O principal era Baal. Era esse o deus do vento e do clima. De acordo com o baalismo, era Baal quem enviava orvalho, chuva e neve e, conseqüentemente, quem dava fertilidade para a terra. Os cananeus acreditavam que era por causa do deus Baal que, ano após ano, a vegetação retornava após a estiagem, as fêmeas dos animais tinham inúmeras crias e as mulheres davam muitos filhos e filhas para seus maridos.

Mas por que isso era tão importante para os cananeus? É preciso lembrar que aquelas pessoas dependiam basicamente da natureza. Não havia grandes cidades com suas fábricas, lojas e escritórios. Ou seja, os empregos não estavam nas cidades, mas na lavoura, e a imensa maioria das pessoas morava no campo, cultivando a terra e criando animais para sobreviver. Se houvesse muita seca, não teriam alimento para comer, trabalho para fazer, água para beber, nem mesmo animais para sacrificar ao seu deus. Além disso, sem comida, a saúde deles estaria comprometida. E, se não tivessem descendentes, quem iria cuidar deles na velhice? Então, o que fazer para conseguir a fertilidade em casa e no campo? Adorar Baal era, para eles, a chave para desfrutar de todas essas vantagens. Os baalistas acreditavam que, se agradassem Baal, ele seria um deus bom para eles.

Comparemos, agora, Baal com Javé, o Deus dos israelitas. Sem dúvida alguma Javé era (e continua sendo) um Deus bom. Segundo a Bíblia, é ele quem controla as estações do ano, o sol e a chuva, que faz com que a terra produza alimento. É o Deus que, no final das contas, nos faz felizes. Conforme disseram Barnabé e Paulo aos moradores de Listra, Deus é "bondoso, dando-nos chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-nos sustento com fartura e um coração cheio de alegria" (Atos 14.17). Até aqui Baal e Javé se parecem. Tanto um quanto outro cuidam dos seres humanos.

Todavia, existem duas diferenças principais. A primeira é que Baal era um deus de mentira. Só existia na imaginação dos seus seguidores. Javé, no entanto, é verdadeiro. Por isso os profetas de Baal pediram em vão a seu deus que mandasse fogo do céu, mas Javé, atendendo à oração de Elias, fez o que Baal não conseguiu fazer (1 Reis 18.21-39).

A segunda diferença é que, ao contrário de Baal, Javé está interessado não apenas no nosso bem-estar físico. Ele quer, acima de tudo, que estejamos firmes no nosso íntimo. E nada melhor do que uma boa provação para fortalecer os músculos da fé. Conforme nos ensina Pedro, Deus permite dificuldades e sofrimentos para que tenhamos certeza de que a nossa fé é verdadeira (1 Pedro 1.7). O que ele está dizendo é que sabemos que estamos em boas condições espirituais quando reagimos corretamente diante dos problemas da vida. É assim que Javé trabalha. Se de um lado ele oferece coisas boas para todos, até mesmo para aqueles que não o adoram (Mateus 5.45; Tiago 1.17), de outro ele também envia provações... para o bem daqueles que lhe pertencem!!! Como isso funciona? Bem, de acordo com Tiago, o irmão de Jesus, os problemas são um desafio para ficarmos firmes. Ele declara não apenas que "a prova da nossa fé produz perseverança", mas também que a perseverança conduz à maturidade e integridade (Tiago 1.3, 4).

No baalismo antigo as pessoas ofereciam dádivas a Baal na tentativa de conseguir seus favores e achavam que, se o agradassem, ele tinha a obrigação de abençoá-los. Era um toma lá, dá cá. Achavam que, sacrificando a Baal, receberiam fartura como recompensa. Hoje há muitos cristãos com essa mentalidade baalista. No baalismo “evangélico” de hoje em dia, as pessoas pensam que, se derem o dízimo, se não faltarem aos cultos da igreja, se participarem de todas as reuniões de oração, se fizerem isto e mais aquilo, então vão ter família sem problemas, bom emprego (de preferência com direito a promoção a cada ano), saúde de dar inveja, casa confortável, carro novo na garagem, dinheiro no banco, etc.

No entanto, o Deus da Bíblia nos promete felicidade, mas não necessariamente prosperidade. É o que se percebe nas palavras do profeta Habacuque: "Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei em Javé e me alegrarei no Deus da minha salvação. Javé, o Soberano, é a minha força" (Habacuque 3.17-19a).

O baalista só quer saber de receber coisas boas. Não admite passar por sofrimento. O verdadeiro cristão raciocina como Jó, "Aceitaremos o bem dado por Deus, e não o mal?" (Jó 2.10). Quem segue a Jesus para valer reconhece que até mesmo as dificuldades da vida são bênçãos disfarçadas, são oportunidade de fortalecer nossa fé. E você, é adorador de Baal ou Javé?

Fonte: Márcio Redondo. Publicado em http://www.vidanova.com.br/teologiadet.asp?codigo=5.

O evangelho dos evangélicos



“Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” [Jesus Cristo]

Estou convencido de que um é o evangelho dos evangélicos, outro é o evangelho do reino de Deus. Registro que uso o termo “evangélico” para me referir à face hegemônica da chamada igreja evangélica, como se apresenta na mídia radiofônica e televisiva.

O evangelho dos evangélicos é estratificado. Tem a base e tem a cúpula. Precisamos falar com muito cuidado da base, o povo simples, fiel e crédulo. Mas precisamos igualmente discernir e denunciar a cúpula. A base é movida pela ingenuidade e singeleza da fé; a cúpula, muita vez é oportunista, mal intencionada, e age de má fé. A base transita livremente entre o catolicismo, o protestantismo e as religiões afro. A base vai à missa no domingo, faz cirurgia em centro espírita, leva a filha em benzedeira, e pede oração para a tia que é evangélica. Assim é o povo crédulo e religioso. Uma das palavras chave desta estratificação é “clericalismo”: os do palco manipulando os da platéia, os auto-instituídos guias espirituais tirando vantagem do povo simples, interesseiro, ignorante e crédulo.

A cúpula é pragmática, e aproveita esse imaginário religioso como fator de crescimento da pessoa jurídica, e enriquecimento da pessoa física. Outra palavra chave é “sincretismo”. A medir por sua cúpula, a igreja evangélica virou uma mistura de macumba, protestantismo e catolicismo. Tem igreja que se diz evangélica promovendo “marcha do sal”: você atravessa um tapete de sal grosso, sob a bênção dos pastores, e se livra de mal olhado, dívida, e tudo que é tipo de doença. Já vi igreja que se diz evangélica distribuir cajado com água do Jordão (i.é, um canudo de bic com água de pia), para quem desejasse ungir o seu negócio, isto é, o seu business. Lembro de assistir a um programa de TV onde o apresentador prometia que Deus liberaria a unção da casa própria para quem se tornasse um mantenedor financeiro de sua igreja.

O povo religioso é supersticioso e cheio de crendices. Assim como o Brasil. Somos filhos de portugueses, índios, africanos, e muitos imigrantes de todo canto do planeta. Falar em espíritos na cultura brasileira é normal. Crescemos cheios de crendices: não se pode passar por baixo de escada; gato preto dá azar; caiu a colher, vem visita mulher, caiu garfo, vem visita homem; e outras tantas idéias sem fundamento. Somos assim, o povo religioso é assim. Tem professor de universidade federal dando aula com cristal na mão para se energizar enquanto fala de filosofia.

E a cúpula evangélica aproveita a onda e pratica um estelionato religioso: oferece uma proposta ritualística que aprisiona, promove a culpa e, principalmente, ilude, porque promete o que não entrega. Aliás, os jornais começam a noticiar que os fiéis estão reivindicando indenizações e processando igrejas por propaganda enganosa.

O evangelho dos evangélicos é estratificado. A base é movida pela ingenuidade e singeleza da fé, e a cúpula é oportunista. A base transita entre o catolicismo, o protestantismo e as religiões-afro, e a cúpula é pragmática. A base é cheia de crendices e a cúpula pratica o estelionato religioso.

O evangelho dos evangélicos é mercantilista, de lógica neoliberal. Nasce a partir dos pressupostos capitalistas, como, por exemplo, a supremacia do lucro, a tirania das relações custo-benefício, a ênfase no enriquecimento pessoal, a meritocracia – quem não tem competência não se estabelece. Palavra chave: prosperidade. Desenvolve-se no terreno do egocentrismo, disfarçado no respeito às liberdades individuais. Palavra chave: egoísmo. Promove a desconsideração de toda e qualquer autoridade reguladora dos investimentos privados, onde tudo o que interessa é o lucro e a prosperidade do empreendedor ou investidor. Palavra chave: individualismo. Expande-se a partir da mentalidade de mercado. Tanto dos líderes quanto dos fiéis. Os líderes entram com as técnicas de vendas, as franquias, as pirâmides, o planejamento de faturamento, comissões, marketing, tudo em favor da construção de impérios religiosos. Enquanto os fiéis entram com a busca de produtos e serviços religiosos, estando dispostos inclusive a pagar financeiramente pela sua satisfação. Em síntese, a religião na versão evangélica hegemônica é um negócio.

O sujeito abre sua micro-empresa religiosa, navega no sincretismo popular, promete mundos e fundos, cria mecanismos de vinculação e amarração simbólicas, utiliza leis da sociologia e da psicologia, e encontra um povo desesperado, que está disposto a pagar caro pelo alívio do seu sofrimento ou pela recompensa da sua ganância.

Em terceiro lugar, o evangelho dos evangélicos é mágico. Promove a infantilização em detrimento da maturidade, a dependência em detrimento da emancipação, e a acomodação em detrimento do trabalho.

Pra ser evangélico você não precisa amadurecer, não precisa assumir responsabilidades, não precisa agir. Não precisa agregar virtudes ao seu caráter ou ao processo de sua vida. Primeiro porque Deus resolve. Segundo porque se Deus não resolver, o bispo ou o apóstolo resolvem. Observe a expressão: “Estou liberando a unção”. Pensando como isso pode funcionar, imaginei que seria algo como o apóstolo ou bispo dizendo ao Espírito Santo: “Não faça nada por enquanto, eles não contribuíram ainda, e eu não vou liberar a unção”.

Existe, por exemplo, a unção da superação da crise doméstica. Como isso pode acontecer? A pessoa passa trinta anos arrebentando com o seu casamento, e basta se colocar sob as mãos ungidas do apóstolo, que libera a unção, e o casamento se resolve. Quem não quer isso? Mágica pura.

O sujeito é mau-caráter, incompetente para gerenciar o seu negócio, e não gosta de trabalhar. Mas basta ir ao culto, dar uma boa oferta financeira, e levar para casa um vidrinho de óleo de cozinha para ungir a empresa e resolver todos os problemas financeiros.

Essa postura de não assumir responsabilidades, de não agir com caráter, e esperar que Deus resolva, ou que o apóstolo ou bispo liberem a unção tem mais a ver com pensamento mágico do que com fé.

Em quarto lugar, o evangelho dos evangélicos tem espírito fundamentalista. Peço licença para citar Frei Beto: “O fundamentalismo interpreta e aplica literalmente os textos religiosos, não sabe que a linguagem simbólica da Bíblia, rica em metáforas, recorre a lendas e mitos para traduzir o ensinamento religioso.” O espírito fundamentalista é literalista, e o mais grave é que o espírito fundamentalista se julga o portador da verdade, não admite críticas, considerações ou contribuições de outras correntes religiosas ou científicas.

Quem tem o espírito fundamentalista não dialoga, pois considera infiéis, heréticos, ou, na melhor das hipóteses, equivocados sinceros, todos os que não concordam com seus postulados, que não são do mesmo time, e não têm a mesma etiqueta. Quem tem o espírito fundamentalista se considera paradigma universal. Dialoga por gentileza, não por interesse em aprender. Ouve para munir-se de mais argumentos contra o interlocutor. Finge-se de tolerante para reforçar sua convicção de que o outro merece ser queimado nas fogueiras da inquisição. Está convencido de que só sua verdade há de prevalecer.

Mais uma vez Frei Beto: “o fundamentalista desconhece que o amor consiste em não fazer da diferença, divergência”. Por causa do espírito fundamentalista, o evangelho dos evangélicos é sectário, intolerante, altamente desconectado da realidade. O evangelho dos que têm o espírito do fundamentalismo é dogmático, hermético, fechado a influências, e, portanto, é burro e incoerente.

Em quinto lugar, o evangelho dos evangélicos é um simulacro. Simulacro é a fotografia mais bonita que o sanduíche. Não me iludo, o evangelho dos evangélicos é mais bonito na televisão do que na vida. As promessas dos líderes espirituais são mais garantidas pela sua prepotência do que pela sua fé. Temos muitos profetas na igreja evangélica, mas acredito que tenhamos muito mais falsos-profetas. Os testemunhos dos abençoados são mais espetaculares do que a realidade dos cristãos comuns. De vez em quando (isso faz parte da dimensão masoquista da minha personalidade) fico assistindo estes programas, e penso que é jogada de marketing, testemunho falso. Mas o fato é que podem ser testemunhos por amostragem. Isto é, entre os muitos que faliram, há sempre dois ou três que deram certo. O testemunho é vendido como regra, mas na verdade é apenas exceção.

A aparência de integridade dos líderes espirituais é mais convincente na TV e no rádio do que na realidade de suas negociatas. A igreja evangélica esta envolvida nos boatos com tráficos de armas, lavagem de dinheiro, acordos políticos, vendas de igrejas e rebanhos, imoralidade sexual, falsificação de testemunho, inadimplência, calotes, corrupção, venda de votos.

A integridade do palco é mais atraente do que a integridade na vida. A fé expressa no palco, e nas celebrações coletivas é mais triunfante, do que a fé vivida no dia a dia. Os ideais éticos, e os princípios de vida são mais vivos nos nossos guias de estudos bíblicos e sermões do que nas experiências cotidianas dos nossos fiéis. Os gabinetes pastorais que o digam: no ambiente reservado do aconselhamento espiritual a verdade mostra sua cara.

Estratificado, mágico, mercantilista, fundamentalista, e simulacro. Eis o evangelho dos “evangélicos”.

Fonte: KIVITZ, Ed René. O evangelho dos evangélicos. Disponível em: http://www.outraespiritualidade.blogspot.com

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A sã doutrina está sob ameaça quando...





Gr. hupokrisía,as (forma posterior) e hupókrisis,eós 'resposta, resposta de oráculo; ação de desempenhar um papel, uma peça, uma pantomima; desempenho teatral, declamação; simulação, dissimulação, falsa aparência'

Nós, cristãos conservadores, somos muitos preocupados com o relativismo quando falamos de preservação doutrinária. É, realmente, impossível crer em doutrinas da fé cristã e ainda ser um relativista prático. Bem que nenhum relativista é totalmente prático e coerente, pois todos os humanos vivem em função de crenças. O relativismo é uma "doutrina que segundo a qual os valores morais não apresentam validade universal e absoluta, diversificando-se ao sabor de circunstâncias históricas, políticas e culturais" (Houaiss).

Mas seria o relativismo a única ameaça para as doutrinas da fé cristã? Longe disso, pois a principal ameaça reside justamente no cristianismo prático que nós dizemos viver. O mundo pós-moderno ou ultramoderno, como queiram definir, cobra coerência dos crentes de qualquer crença, mesmo que eles sejam os primeiros hipócritas. Sim, hoje somos mais cobrados pela coerência entre a nossa fé (que pregamos) e a nossa prática (que vivemos).

E aí? A sã doutrina está sob ameaça quando não vivemos o que pregamos. Mas você já ouviu esse discurso moralista por aí. Não preciso lembrar que nós devemos ser coerentes. Mas também não se engane. Nunca seremos totalmente coerentes. A nossa fé é de uma beleza tal que nós somos maus demais para vivê-la integralmente, mesmo sabendo que contamos com a graça divina para tal. Porém, devemos lutar contra a hipocrisia, mas ela sempre será uma das nossas principais tentações. É o teatro da vida querendo nos conquistar.

Lutando contra a hipocrisia....

O primeiro caminho para vencer a hipocrisia é reconhecer a nossa limitação. Uma das grandes verdades do cristianismo é a realidade presente do pecado na vida do homem, mesmo que esse seja regenerado, pois "se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós" (I Jo 1.8). A nossa era é a muito hipócrita, pois todo mundo se acha "bonzinho". O segundo caminho para vencer a hipocrisia é nunca vender a imagem de sócio do céu. Não façamos marketing pessoal da santidade, pois enganar pessoas é fácil, mas a Deus é impossível. O terceiro caminho é tomar cuidado com ambientes rígidos demais, muito legalista. O que move o legalismo, muitas vezes, não é o desejo de santidade, mas sim a dissimulação do pecado.

Sim, a sã doutrina é ameaçada pelo relativismo, pelo descaso com o estudo bíblico, mas também pela hipocrisia nossa de cada dia. Parece que Jesus não gostava muito de gente que vendia a imagem de piedosa e era, na verdade, outra coisa (Mt 23.28; Mc 12.15; Lc 12.1. cf. Mt 6.2; 6.5; 6.16; 7.5; 15.7; 23.13; 24.51 e Lc 13.15). Por isso, quando fizermos o papel de exortadores, que também sejamos moderados pela lembrança de que somos humanidade caída.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Temos provocado um Deus santo!



Por Antônio Carlos Costa

Há certos temas que são recorrentes na maior parte dos púlpitos brasileiros. Percebe-se a igreja, por exemplo, bastante preocupada com pedofilia, lei da homofobia, aborto, pornografia, divórcio. Por motivo de integridade intelectual, não se pode crer no Novo Testamento e menosprezar esses assuntos. A liberdade de expressão, os direitos da criança, a santidade da vida humana, a pureza sexual e a importância do matrimônio são valores inegociáveis do cristianismo. Teme-se que se essas iniquidades não forem combatidas pela igreja, Deus julgará o seu povo.

Temos motivos, de fato, para nos preocupar. Porém, muito mais amplos do que o que inquieta a maior parte da igreja. Por que? Porque essas não são as únicas transgressões que a Bíblia denuncia e condena. Há iniquidades, tão graves quanto as supramencionadas, que passam despercebidas por aqueles cujos nomes constam no rol de membros das igrejas brasileiras, e presentes de modo histórico, disseminado e crônico no Brasil.

Não se menciona nos nossos púlpitos a desigualdade social, os casos de homicídio, as péssimas condições de moradia do pobre, a superlotação dos presídios, os salários baixos, a fome, a condição precária dos hospitais, a falta de acesso a educação de qualidade. Como pensar que seremos julgados por Deus pela prática daqueles pecados e não destes? O fato de uns estarem em vias de ser institucionalizados e outros não, não faz diferença, pois jamais houve o caso de um povo ser justificado diante de Deus pela beleza da sua legislação. A lei sem obras é morta.

Tem que ser igualmente enfatizado que o juízo sempre começa pela casa de Deus. O que falar dos que dizem representar os interesses da igreja nas assembléias legislativas estaduais e Congresso Nacional, eleitos com o voto do crente, em campanhas realizadas no horário do culto a Deus? Alguns são reputados como os mais reacionários, vaidosos, alienados, corruptos que se tem notícia. Como deixar de fazer menção das igrejas que lavam dinheiro? Como não mencionar os pastores que deixam suas congregações se transformarem em currais eleitorais de canalhas, em troca de concessão de rádio, aparelhagem de som, legalização de propriedade e tijolo para construir templo?

Não podemos deixar de deplorar as grandes mobilizações -marchas ufanistas-, capazes de levar milhares para as ruas para nada, absolutamente nada. Pessoas são assassinadas aos milhares nas cidades brasileiras, dinheiro público escoa pelo bueiro da corrupção, metade da população habita em bairros sem rede de esgoto, e a igreja se reúne, em número incontável, nas principais cidades do Brasil, sem anunciar que está indo para as ruas a fim de combater essas provocações à santidade de Deus. Qual o motivo de uma passeata pelos direitos e garantias fundamentais do povo brasileiro jamais ter sido realizada pela igreja? A preocupação com a vida, no seu sentido mais amplo, não está presente nos corações dos seus membros, uma vez que estes encontram-se completamente alheios à obscenidade da violação dos direitos humanos, na maioria das vezes perpetrada pelo próprio Estado.

Deixaremos de denunciar as nossas instituições de ensino teológico, muitas das quais, ensinam o exato oposto proclamado pelas Escrituras Sagradas, sem ter quem faça oposição? De igual modo, muitos dos nossos pastores terão que, antes de denunciar os pecados dos de fora, aprender a se desfazer das jóias de ouro que ostentam, dos ternos caríssimos que exibem, dos carros luxuosos que expõe como troféus do seu desempenho e padrão de vida endossado por uma teologia que só serve para justificar a riqueza dos profetas de causa própria, enquanto uma massa de crentes é mantida no padrão social dos mais baixos do país. Igualmente, convém proclamar, que envergonham os céus, campanhas para levantamento de ofertas que fazem tropeçar todo e qualquer brasileiro que tem cérebro, uma vez que apelam para a ignorância e crendice, num contexto de total falta de transparência da administração financeira de instituições evangélicas.

As afrontas a Deus, tanto na nossa nação quanto na igreja, são mais amplas e sérias do que pensamos. Temos provocado um Deus Santo. Por isso, o desrespeito da população brasileira pela igreja, o desprezo pela função do pastor, a falta de interesse dos meios de comunicação pelo que a igreja pensa. Perdemos credibilidade. Setores inteiros da nossa sociedade não conseguem se imaginar presentes em cultos barulhentos, onde não se fala coisa com coisa e dirigidos por homens de vida dúbia.

As maiores ofensas a Deus que ocorrem na nossa nação, só serão combatidas pela igreja, quando esta deixar de agir de modo espasmódico, ingênuo, estreito, superficial. Esses batalhas não se vencem sem evangelização que prega arrependimento para com Deus e fé em Jesus Cristo, oração, protesto nas ruas, busca de informação, pressão sobre as três esferas de poder da república, entre outras ações mais, tão ausentes da práxis das igrejas do nosso país. O que houve conosco? Somos protestantes. Atrás de nós, há uma legião de homens e mulheres, que -por crerem no que creram- protestaram, vindo a selar seu testemunho com seu próprio sangue.

Enquanto nossa mensagem for determinada por uma pregação estranha às reais demandas morais e espirituais do Brasil, carente de relevância, pobre de pertinência histórica, destituída de discernimento temporal e privada de fidelidade às Escrituras, continuaremos a deixar de pregar sobre aquilo que tão extensamente encontramos nos textos proféticos da Bíblia, e que seria proclamado com clareza, paixão e ousadia por qualquer profeta do passado que estivesse em nosso lugar -homens que costumavam ser valentes não apenas dentro do templo-, mas nos locais onde as verdades referentes às demandas do direito e da justiça tinham que fluir como um grande e caudaloso rio.



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Seguir Jesus


Quando leio sobre os chamados dos doze discípulos, observo que em primeiro lugar, eles foram impactados com a presença de Jesus e após esse impacto Jesus os convidam a segui-lo, eles tiveram que deixar tudo para trás, toda a sua cultura, filosofia, crenças, riquezas, e outras coisas que o prendiam em suas vidas, para seguir aquele que iria salvar a humanidade, no decorrer do Novo Testamento vamos ler várias experiências que estes apóstolos tiveram para levar o evangelho de Jesus, perseguições eles sofreram em nome de Jesus, mas faziam com a firmeza de sua fé, levando o nome de Jesus em todo o lugar que eles passavam, muitos foram feitos martírio por não negarem a sua fé.


E hoje irmãos eu pergunto a vocês, seguir a Jesus é fácil? Eu respondo rapidamente com um não; muitos acham que virar cristão é só benção e propriedade, mas esse não é o evangelho de Jesus, ele nos convida a nos unirmos a ele para levarmos o seu nome, como ele levou o nome do Pai, renunciando as coisas deste mundo e ele diz mais; tendes bom ânimo, pois eu venci o mundo, Ele nos convida a nos unirmos com ele na cruz, ao seu sofrimento, pegando a nossa cruz e seguindo-o.

Jesus quer que seu Reino seja estabelecido e conhecido aqui na terra e é para isso que ele nos chama a cada dia, o resto irmãos é conseqüência da nossa obediência, porque ele se agrada em realizar o desejo do nosso coração quando ele nos reconhece como discípulos, ou melhor, filhos dEle.

Mas que possamos viver o verdadeiro e genuíno evangelho, não deixando nossas fraquezas e vaidades deturparem o verdadeiro significado de seguir a Jesus.

Sofra pelo nome dEle, se sacrifique por Ele, como Ele se sacrificou por nós, leve o seu nome e poder, através do seu testemunho de vida, como os discípulos faziam, aproveitem cada oportunidade para apresentar esse Jesus Salvador às pessoas que ainda não o conhecem verdadeiramente.

Seja um canal, é para isso que Jesus te chamou, ele quer que todos conheçam seu nome e poder, então não fique se preocupando com as demais coisas, porque isso, as demais coisas ele te acrescentará. A palavra Dele é viva e eficaz, não falha, então somente creia e segue a Jesus verdadeiramente, não somente em palavras, mas também em atitudes.

E que o poder do Espírito Santo venha sobre você quando ler estas linhas, te enchendo de unção e autoridade para profetizar sobre os enfermos, órfãos e cativos, porque irmãos o nome e o sangue de Jesus é que tem todo o poder sobre a terra, em cima e debaixo dela para fazer todas as coisas.

Receba o Espírito Santo ai onde você estiver agora, ele quer intimidade com você para te fazer vaso na mão dele, diga agora estou aqui senhor, faça a tua vontade e não a minha.

Que você tenha uma experiência neste exato momento com o Espírito Santo, o conheça, e que ele se revele a você neste momento, seja cheio, cheio, cheio dEle.

Receba agora

Em Nome De Jesus!






Santidade gera profundidade



Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. ( I Pedro 1:15)

Nós cristãos, tementes a Jesus Cristo buscamos todos os dias nos santificarmos para sermos o mais parecido com Ele, que foi santo até o fim.

Quando penso sobre santidade me vem à cabeça o estado de sacrifício, isso porque para sermos ou buscarmos a santidade precisamos matar a nossa carne todos os dias, nos ligando a Jesus Cristo em espírito para resistirmos a nossa natureza humana; além disso, precisamos desejar como o bebê deseja o leite materno, a palavra de Deus e seus mandamentos para nossa sobrevivência e nosso crescimento espiritual; deixando assim de sermos meninos diante Dele.

O caminho para a santificação é-nos achegarmos a Jesus Cristo como Ele se chegou ao Pai, buscando essa intimidade e esse relacionamento. Quando nos achegarmos a Cristo, Ele também se chegará a nós, isso gerará um relacionamento e um relacionamento gerará intimidade, e nesta intimidade, Ele Jesus Cristo virá nos discípular individualmente como íntimos, como fez com seus discípulos; através do seu Espírito Santo nos trará a revelação de sua palavra o que fará nós mergulharmos em uma profundidade espiritual.

Jesus não quer um monologo conosco e sim um diálogo, Ele quer nos chamar não somente de filhos, mas também de amigos, mas para isso os nossos ouvidos e olhos espirituais precisam ser livres e ativados, precisamos nos desconectar deste mundo entrando em um estado de intimidade com o nosso Pai através de uma busca constante da santidade.

Que em nosso corpo, alma e espírito haja um despertamento para a busca da santidade.

Fiquem com o Espírito Santo de Deus que tem todo o poder para nos purificar através do sangue de Jesus Cristo!

Graça e paz!

Escrito por: Viviane Barboza.



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Assembleia de Deus em Alagoas completa 96 anos

Igreja é liderada há 25 anos pelo pastor José Antonio dos Santos



1º e atual templo central da AD em Alagoas

Quem diria que um simples culto no bairro do Trapiche, na casa de um pescador, se transformaria em uma obra tão grandiosa em Alagoas. Nesta quinta-feira (25 de agosto), faz exatamente 96 anos que a Assembleia de Deus foi fundada no Estado pelo missionário sueco Otto Nelson. Atualmente, o fogo pentecostal da denominação está no comando do pastor José Antonio dos Santos, o pastor Neco. Confira a história da igreja:

Quando os missionários suecos Otto e Adina Nelson pisaram em solo alagoano, em 1915, tinham na bagagem a promessa de que Deus iria fazer uma grande obra em Alagoas. E não foi diferente. A Missão Fé Apostólica (primeiro nome da denominação) se transformou na maior igreja evangélica do Estado: Assembleia de Deus de Missão.

Mas, antes disso, um dos pioneiros da Assembléia de Deus no Brasil, que iniciava a obra pentecostal em solo brasileiro em Belém, do Pará (marco inicial da igreja no País), veio a Alagoas para semear o evangelho. Na manhã do dia 1º de maio de 1915, no modesto cais do porto do bairro de Jaraguá, desembarcou o jovem missionário de origem sueca Gunnar Vingren. Ao desembarcar em Maceió, Gunnar dirigiu-se para a casa do irmão Simplício, quando participou de um culto com nove crentes, membros de igrejas tradicionais, os quais não haviam ouvido falar sobre a doutrina pentecostal, e, principalmente, sobre o batismo com o Espírito Santo.

Os dias se passavam depressa, e Gunnar Vingren não desperdiçava o tempo que tinha para evangelizar a cidade - na época Maceió tinha pouquíssimos bairros. Quase todos os dias ele realizava cultos poderosos, marcados pela presença do Espírito Santo. Os cultos eram realizados no Trapiche da Barra, na casa do irmão Simplício, e eram notadamente marcados pelo derramamento do Espírito. Gunnar Vingren conta em seu diário que em um desses cultos, enquanto ele estava orando para o Senhor fazer maravilhas no meio do povo que estava presente, “um homem foi alcançado pelo poder de Deus de maneira tão forte, que, por duas vezes, foi levantado bem alto do chão. Louvei muito ao Senhor, e senti grande gozo no meu Deus”.

Depois de alguns dias, Gunnar Vingren passou a se hospedar e realizar os cultos na casa de um irmão chamado “Candinho”, que alegremente recebeu o missionário em seu lar. No dia 28 de maio de 1915, foi batizado com o Espírito Santo, sendo o primeiro crente alagoano a receber a promessa pentecostal. Mesmo diante da firmeza, tanto bíblica, quanto doutrinária e teológica do missionário com respeito à doutrina, ele enfrentou muita resistência e dureza de coração, da parte daqueles que combatiam veementemente o ensino bíblico sobre o batismo e os dons que são concedidos pelo Espírito Santo.

Após o término do seu curto ministério em terras alagoanas, Gunnar Vingren retornou para Belém do Pará, onde morava. Ele veio a Alagoas, oito anos depois, em outubro de 1923, para participar da primeira convenção da igreja no Estado.

A chegada de Otto Nelson em Maceió

Em 21 de agosto de 1915, depois de uma viagem de nove dias, Otto Nelson chegou em Maceió. Otto ficou na humilde casa do pescador Balbino Gomes, localizada na Rua dos Pescadores, atual Rua José Marques Ribeiro, no bairro do Trapiche da Barra.

O pescador Balbino Gomes era uma das seis pessoas que haviam se convertido no período que o missionário Gunnar Vingren havia visitado Alagoas, e, agora, tornar-se-ia o hospedeiro de Otto Nelson. Quatro dias após a chegada de Otto, precisamente em 25 de agosto de 1915, ele realizou oficialmente o primeiro culto da Assembléia de Deus de Missão em Alagoas.

Otto Nelson enfrentou provas e perseguições até construir o primeiro templo da Assembléia de Deus em Alagoas. Após cinco anos de intenso trabalho, Otto Nelson viajou com a sua esposa para a Suécia com o propósito de arrecadar dinheiro. Após visitar diversas cidades, Nelson viajou para os Estados Unidos, onde também apresentou a necessidade do templo em Alagoas. E lá conseguiu dinheiro suficiente para iniciar a construção. Com capacidade para acomodar cerca de trezentas pessoas, em 22 de outubro de 1922 foi inaugurado o templo-sede, no Trapiche da barra, sendo o terceiro da Assembléia de Deus no Brasil.

A obra de evangelização também se expandiu para o interior de Alagoas. Otto deixou com a esposa a liderança do trabalho do Senhor na capital e viajou sozinho para ganhar almas em algumas cidades e vilas interioranas de Alagoas.

Assembleia de Deus

No ano seguinte à inauguração do templo, ou seja, em outubro de 1923, dos dias 21 a 28, foi realizada a primeira convenção estadual e escola bíblica de obreiros, que marcou profundamente os crentes alagoanos. Estiveram presentes personalidades ilustres da Assembleia de Deus no Brasil.

Em 1927, Otto Nelson viajou para a Suécia com a sua família, com o propósito de descansar um pouco, pois achava-se debilitado pelos anos de trabalho em Alagoas. Ele passou dois anos em sua terra natal, só retornando em 1929. Enquanto estava na Suécia, sentiu que o seu tempo em Alagoas havia terminado e que deveria seguir adiante. Ao retornar para Maceió, ele comunicou à igreja sua decisão. Porém, zeloso como era pela obra que havia iniciado a custo de muitas aflições e lágrimas, Otto Nelson não saiu imediatamente de Alagoas, mas aguardou que o missionário Gunnar Vingren enviasse o seu substituto. Em janeiro de 1930, chegou a Maceió o casal de missionários Algot e Rosa Svensson, vindos de Belém do Pará.

Fonte: AD Alagoas



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A MORTE DE UMA IGREJA

As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?

1. A morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade.Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia e a morte quando a verdade é abandonada. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações histórias capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.

2. A morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.

3. A morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.

4. A morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.

5. A morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?

Ore e pense nisso!
Abraços,

Dc. Paulo Henrique.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Agnus Dei - Jotta A.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dá para amar Jesus radicalmente?

Dá para amar Jesus radicalmente?


Então você quer ser um cristão radical, hein? Você quer ser um cristão extremado, desapegado, completamente entregue e livre de impedimentos. Você não quer desperdiçar sua vida. Você quer ter um louco amor por Deus. Impressionante. Eu também quero. Eu quero ser um discípulo radical de Jesus.

Mas o que exatamente isso significa? Como exatamente ser um cristão radical? Estive pensando muito sobre isso ultimamente. Isso é muito importante para mim. Em Apocalipse, Jesus diz que ele vomitará pessoas mornas, e certamente não quero ser um cristão morno. Eu quero ser um cristão super quente que está inflamado por Jesus.

Então eu deveria vender tudo que eu tenho e ser um evangelista viajante? Eu deveria ir imediatamente para o campo missionário? Eu deveria dar 75% de minha renda? Deveria eu então ler a minha Bíblia todo o tempo e não assistir TV ou jogar videogames? Bem, talvez. Mas não necessariamente.

O livro de Efésios é um exemplo útil a este respeito. Nos primeiros três capítulos do livro, Paulo detalha o inacreditável, brilhante, surpreendente plano da salvação que Deus criou e colocou em ação por meio de Jesus Cristo. Quero dizer que estamos falando de coisas muito sérias aqui: eleição, predestinação, adoção, redenção e o grande plano para unir todas as coisas em Jesus Cristo. Esse é o tipo de coisa que é explosiva, de “botar fogo no coração” por Jesus.

Então, no capitulo 4, verso 1, ele diz: “ Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam…” Quando eu leio isso, eu penso, “Tudo bem, lá vem ele. O chamado para ser radical e viver de modo digno de acordo com o Evangelho. Manda aí, Paulo. Acerta a minha cara!”

E Paulo me acerta bem na cara. Ele nos diz para caminharmos “completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.” Espera aí. O quê? Isso é o que significa ser radical? Suportar um ao outro em amor e manter a unidade? Isso parece tão... Não sei, chato... Talvez se eu ler mais adiante no livro eu irei chegar às coisas realmente radicais.


Efésios 4.22-24, diz: “Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.”

Essas passagens, e muitas outras como essas, parecem estar dizendo que a vida cristã é, por natureza, radical! Em outras palavras, quando eu amo o próximo, isso é radical. Quando eu deixo de lado discursos corruptos e falo a verdade em amor, isso é radical. Quando eu fujo da imoralidade sexual, isso é radical. Quando eu sirvo os outros na minha igreja com os presentes que Deus tem me dado, isso é radical.

Não me entendam errado, não estou dizendo que não devemos pensar sobre missões, ou dar um monte de dinheiro, ou adotar crianças, ou o que seja. Todas essas são coisas importantes. Eu só não queria que alguém pensasse que não é um cristão radical se não faz essas coisas específicas. Ser um radical é muito maior do que isso.

Pense e ore sobre o assunto.
 
Abraços,
 
Dc. Paulo Henrique

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Orando por um novo convertido

Discipular, cuidar, até que Cristo seja gerado em cada coração! Discipulado e mentoria, ações pouco praticadas na igreja "emergente".

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Santidade de Deus


A Santidade de Deus from iPródigo on Vimeo.

A “mocidade” assembleiana em crise!

Este artigo é fruto de inúmeras conversas informais que tive com jovens e líderes de jovens nos últimos dias. A denominação Assembleia de Deus vive uma crise com a sua juventude. É provável que outras igrejas estejam passando por algo parecido, mas não posso falar por falta de vivência nas demais denominações cristãs.

Faço parte dessa juventude. Hoje tenho 22 anos, mas entrei na “mocidade” da igreja com a idade de 13 anos. Nesses 11 anos de vivência entre jovens percebo uma crise que se aprofundou com o passar do tempo. Os bancos de “mocidade” estão cada vez mais vazios e os jovens cada vez menos ativos e desinteressados. Quero apontar, neste artigo, alguns fatores que acredito colaborarem com essa crise.

Mensagem descontextualizada

Na minha opinião a mensagem descontextualizada é o nosso principal problema. Vejamos alguns exemplos:

a) Os jovens trabalham como estagiários e trainees em empresas multinacionais com novas visões de liderança. Hoje, em inúmeras empresas, os estagiários sentam do lado dos gerentes. Não há mais divisórias que separam os novatos dos veteranos. E quando esses jovens chegam na igreja? Se deparam com uma hierarquia rígida, fria e distante. Os pastores são ausentes e conversam com os jovens somente em “reuniões” para “tratar sobre problemas”. Os chamados “cultos de mocidade” não contam com a colaboração dos obreiros.

b) As empresas (chefes), as famílias (pais) e as escolas (professores) estão cada vez mais próximos e preocupados com o diálogo com os jovens. As revistas voltadas para esses líderes sempre apontam os desafios da Geração Y, ou seja, aqueles que nasceram na década de 1980 e 1990. Há uma preocupação com um ambiente menos sisudo, mais dinâmico e responsálvel. Já nas igrejas (pastores) ainda reina o formalismo extremo e a liturgismo (inflexível) de cemitério (mesmo em igrejas pentecostais). Diálogo zero! Empatia zero!

c) Os jovens se deparam com desafios enormes diante dos valores pós-modernos. A maioria dos jovens estão, graças a Deus, na universidade, mas são totalmente despreparados para lidar com princípios cristãos no mar do relativismo, do multiculturalismo e do hedonismo reinante nas universidades. Enquanto isso, muitos pastores estão preocupados com os jovens que usam calças, shorts, maquiagens, adornos etc. É impressionante que, diante de desafios tremendos na sociedade contemporânea, o debate nas Assembleias de Deus ainda esteja em volta dos “usos e costumes”.

d) Ensino praticamente zero. Como os jovens vão preparados para a vida se não sabem nem o A B C D do Evangelho? Com tanta mensagem superficial nos púlpitos não é novidade que a juventude também seja vazia. Púlpito ruim, igreja doente. Igreja doente, juventude doente. Lamentável dizer, mais ensino bíblico (de verdade) é objeto raro nas Assembleias de Deus. Sim, temos valorosos ensinadores, mas são uma minoria em uma denominação que se gaba ufanisticamente de ser a maior igreja pentecostal do mundo.

e) Enquanto parte considerável da denominação aposta nos “usos e costumes” tradicionais como processo de santificação, logo a carnalidade somente aumenta. A santificação também é um processo que depende da Graça de Deus, não é um processo meritório. Quem aposta a santificação na tradição está fadado ao fracasso e certamente abraçando o pecado. Muito se prega sobre santificação, mas justamente no foco legalista e ineficaz, já que se despreza o trabalho do Espírito Santo (cf. Rm 8). Esse povo nunca leu Gálatas?

f) Exortações e mais exortações com focos exagerados. É quase trágico quando um “pregador adulto” vai aconselhar os jovens sobre a internet. Sempre o foco é o problema. É claro que se usa a internet de maneira errada, mas e o potencial evangelístico e a transmissão dos valores cristãos pela grande rede? Nunca ouvi uma única mensagem que falasse de tecnologia e apontasse o seu potencial. Os jovens sempre recebem o mandamento negativo (não faça) e quase nunca o mandamento positivo (faça isso).

e) Existe maior exemplo de descontextualização nas Assembleias de Deus do que chamar adolescentes e jovens de “mocidade”?

PS: Nesse primeiro artigo apontei somente os problemas. No próximo escreverei as minhas sugestões para resolver algumas dessas questões.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Roubados e agredidos na Marcha para Jesus

Dias atrás, o Paulo teve um sonho: éramos agredidos na Marcha para Jesus, e para nos defender nos colocávamos de joelhos e começávamos a louvar. Hoje parte do sonho se tornou realidade.

Tudo começou, como sempre, com o pessoal se encontrando na saída do metrô Tiradentes. Era o Paulo, o Nei, o Alex, o Julio, o Josef, o Thiago Mafra, o Morelo e eu. Levamos seis faixas, cinco dos anos anteriores e uma feita especialmente para essa marcha:
Dividimo-nos em dois grupos: metade ficou no início da marcha, e metade se postou mais adiante, onde aguardaria a chegada dos trios. Por volta de dez horas, como sempre, a metade que ficou se aproximou do primeiro trio-elétrico, onde estavam os astros gospel casal Hernandes, Silas Malafaia, Jabes de Alencar, Samuel Ferreira, Marcelo Crivella, entre outros. E estendemos nossa primeira faixa.
Eu segurava uma faixa ainda enrolada, quando a agarraram e a arrancaram dos meus braços, chegando a me machucar. Era um homem forte, um segurança do evento, que saiu no meio da multidão. 
Comecei a gritar “fui roubada”, sob o olhar assustado dos fiéis que presenciavam a cena. Outros seguranças se aproximaram e tentaram levar outra faixa, essa já aberta, e eu e os meninos “grudamos” na faixa, enquanto gritava “socorro” repetidas vezes, na ânsia de chamar a atenção de todos e não sermos agredidos. Deu certo, havia uma base policial próxima e os policiais foram ao nosso socorro. 
Resultado: os policiais apreenderam duas faixas e nos aconselharam a ficar ali, para nossa segurança.
Porém, fui tomada de enorme ira santa, e confesso que fui bastante imprudente (só agora vejo isso). Deixei a base e fui me esgueirando na multidão, a fim de chegar na frente do trio dos astros gospel. 
Foi bem difícil caminhar contra a multidão, mas enfim cheguei e fiquei cara-a-cara com a pastorada famosa. Sem as faixas, sem ter como comunicar minha mensagem, fiz o que estava ao meu alcance: aquele gesto, com um polegar em pé na outra mão, e os demais dedos fazendo um semi-círculo (para bom entendedor…). Fiquei de costas para a multidão, e de frente com o trio. A bispa Sonia até se fez de piedosa, e fez um coração com as mãos, estilo Wagner Love, para mim. E eu, fazendo incessantemente aquele gesto peculiar. Os demais astros viam minha manifestação, mas fingiam nada ver.

Enquanto fazia o gesto e andava de costas, ou melhor, era empurrada de costas pelo cordão humano de brutamontes do evento, ainda por cima o brutamontes que estava na minha frente resolveu me retaliar à sua maneira. A cada passo, ele levantava propositalmente seu joelho, que parava nada delicadamente na minha coxa. E, ao pisar, seu pezinho de fada despencava em cima do meu. Porém, o gostinho de ver aqueles astros gospel tendo que aturar meu gesto me fez perder totalmente a noção de dor. Uma hora até tentei revidar, levantando também meu joelho e atingindo-o com a mesma ignorância, mas aí ele gritou: “você está querendo se machucar”. Entendi o recado, parei de “joelhar”, mas continuei sendo “joelhada” e “pisada”.

Mas não apenas os astros gospel puderam ver meu singelo gesto. Uma repórter se aproximou e perguntou se eu estava protestando. Disse que sim, e ela disse que queria depois falar comigo. Então me deu um bloco, onde escrevi meu celular. Na mesma hora, um brutamontes surgiu do além e arrancou a folha da repórter. Do jeito que ele fez, e no ângulo em que eu estava, achei que ele a tivesse agredido, então por instinto agarrei o braço dele e gritei para ele soltar ela. Quando ele se virou, achei mesmo que ia levar uns sopapos. Mas Deus me livrou.

Continuei no meu gestual básico, e então outro brutamontes ainda maior chegou gritando: “pára de fazer esse gesto, senão você vai ser presa”. Continuei o gesto e o cara veio para cima, me agarrou pelo braço com pouco afeto, me arrastou para fora da pista e voltou para o seu lugar. “Ué, você não ia me prender?”

Como não estava presa, voltei com muita dificuldade para a frente do trio, e depois para o outro lado da pista, já que não tinha mais o que fazer ali. Por sorte (ou providência divina), estava justamente onde parte do nosso grupo estava, no caso o Josef, e com ele estavam as outras três faixas. Subimos num canteiro e estendemos a faixa de 2 Pedro 2.3.
Aí aquela repórter se aproximou de mim e perguntou sobre o porquê de estarmos ali. Falamos um pouco, e do nada apareceram os brutamontes de novo, e arrancaram a faixa das nossas mãos. Na ânsia e na violência, acabaram atingindo um deles mesmos com a vara da faixa, e segundo palavras do Josef, parecia o Pedrão dando uma espadada na orelha do soldado. Assim, nossas três outras faixas foram roubadas, porém ainda tínhamos os panfletos que o Alex fez. Então passamos a distribui-los na multidão.

Depois disso, voltamos para a base policial. Os policiais, diga-se de passagem, foram muito cuidadosos para conosco. Eles nos levaram e nos trouxeram ao 2º. DP, onde não pode ser feito o B.O. por não haver identificação dos agressores. Pela primeira vez, andei de camburão.
Então, de volta à Marcha, encontramos o Thiago Mafra com sacos de lixo, recolhendo o entulho largado pela multidão. Pegamos um saco e resolvemos ajudar também, e conseguimos lotar um saco em muito pouco tempo, tamanha a quantidade de papéis, garrafas plásticas e sacos de salgadinhos que encontramos pelo caminho.
E então fomos embora.

Sem dúvidas, o tratamento que recebemos foi premeditado, planejado pela organização do evento gospel. Nossas faixas não ficaram abertas nem dez minutos, antes de serem brutalmente arrancadas de nossas mãos. Não tiveram medo de agredir mulheres, nem na frente dos fiéis que marchavam. Só não fizeram coisa pior porque a polícia estava ali, presente.

O que relatei acima foi o que aconteceu comigo, e fatos nos quais eu estava presente. Cada participante teve suas próprias experiências (por exemplo, o Julio conversou cara-a-cara com o Malafaia e o Jabes), e por isso é importante visitar todos os blogs e ler todos os relatos. Em todos, porém, uma característica básica: a intolerância, que gera a violência.

E violência entre pessoas que dizem estar ali para marchar para Jesus!

No final, sobraram as duas faixas, aquelas que foram apreendidas no início pelos policiais. As demais, devem estar queimando em alguma fogueira santa gospel, com nossos nomes nas bocas de sapo ungidas. Porém, se não deixaram que a multidão lesse as faixas, pelo menos alguns tiveram acesso aos nossos panfletos, fora os que puderam assistir às cenas de violência. Nossa oração é para que Deus possa usar tudo isso para que o Espírito Santo abra os olhos de alguns para a busca do Verdadeiro Evangelho, que é puro e simples como Jesus vivia.

E, se tivermos que apanhar no ano que vem, sem problemas. O importante é que nós diminuamos, e que Cristo cresça.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Humor!

Programa Gospel na TV

quinta-feira, 5 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

COMEMORANDO O CENTENÁRIO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS, AGUARDANDO A VOLTA DE JESUS!

Neste ano estamos comemorando o centenário de nossa denominação no Brasil e em todas as regiões do nosso imenso país as comemorações fazem alusão à vocação, missão e o trabalho feito pelos pioneiros. Este momento tão singular da nossa história gera em nós o sentimento de nostalgia pelo passado glorioso e também a expectativa do resgate de valores espirituais imutáveis que recebemos dos nossos fundadores.

Nossa história e prática da fé estão firmadas em quatro princípios basilares sendo estes: Jesus Cristo salva, cura, batiza com Espírito Santo e breve voltará. Este é o tempo oportuno para uma profunda reflexão e revisão do nosso modo de vida, visão de mundo e nossas relações com o próximo. Com certeza essas atitudes nos farão voltar à pureza do evangelho e confirmará a autenticidade da mensagem pentecostal no nosso cotidiano.

O pentecostalismo é caracterizado pelo agir de Deus no meio dos crentes e pela expectativa latente da volta de Jesus para arrebatar a sua igreja! Vale à pena ressaltar que as festividades alusivas ao Centenário passarão, porém a promessa do arrebatamento permanecerá firme até o seu cumprimento.

Ao ler a biografia do missionário Gunnar Vingren percebe-se que desde os primórdios o Senhor falava de forma profética acerca do arrebatamento da Igreja e por inúmeras vezes o povo era alertado e despertado sobre este acontecimento. Não podemos esquecer as palavras do apóstolo Paulo dizendo “que o Senhor virá como o ladrão da noite” e reforça para que não sejamos “ignorantes” acerca deste grande evento.

Este evento é precedido pelo aumento do pecado, frieza espiritual, revoluções sociais e guerras.

Voltemos à prática da vigilância, da piedade e do fervor espiritual. Sempre abandonando o mundanismo com a máxima consciência de que devemos esperar o Senhor com uma viva expectativa.
Lembre-se que nós somos a geração do centenário! Honremos ao Senhor em tudo, mantendo a mensagem pentecostal viva em nossos corações.

Que a cada momento estejamos aptos a dizer as palavras de Paulo: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem sua vinda”.  Este texto bíblico nos remete às seguintes perguntas: Estamos preparados? Estamos vigilantes?

É tempo de orar e pensar sobre o assunto.

Em Cristo,
 
Dc. Paulo Henrique.